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Entrevista concedida pelo sr. Reinaldo Beserra dos Reis – presidente do Conselho da RCC no estado de São Paulo e membro do Conselho Nacional da RCC – ao Boletim Eletrônico “MARANATHÁ NEWS” – S.P., a 5 de fevereiro de 2008, no Ginásio do Ibirapuera.
1. MARANATHÁ NEWS (M.N.): O senhor apóia a prática da chamada “oração por cura entre gerações”?
REINALDO REIS (R.R.): Sim, desde que tal prática se alinhe com as orientações que a Igreja – especialmente da parte dos que estão envolvidos com essa reflexão teológica e com esse ministério – nos tem indicado.
2. M.N: O que, por exemplo, não estaria de acordo com essas orientações?
R.R: Algumas pessoas, se insuficientemente orientadas, podem acabar acreditando que não tem nenhuma responsabilidade pelos seus pecados; que a “culpa” pelos seus pecados é de seus antepassados. É claro que não é isso que se ensina no Ministério de Orações por Cura e Libertação da Renovação Carismática, no Brasil e no mundo, em relação a essa Oração (Os livros e apostilas estão aí, para atestar isso).
3. M.N: Isso não poderá também levar as pessoas a pensar que seus sofrimentos , os seus problemas , são sempre conseqüências diretas da culpa de seus antepassados?
R.R: Poderia, e pode! Por isso – por exemplo – o livrete “Oração de poder pelo fogo”, da Editora ComDeus (S. José dos Campos , SP,2000. Reis, Reinalda Delgado, “Secretaria Rafael”), quando trata do assunto, deixa claro à página 16 que ...”Isso não é essencial à nossa salvação, nós não pagamos pelos pecados de nossos pais. Mas, pela nossa entrega e amor ao Senhor e a fidelidade a Jesus, desejando servi-Lo no poder do Espírito (...) precisamos conseguir fazer com que as trevas passem a ser cada dia menos em nossa vida”.
João Paulo II, no Documento Salvifici Doloris, de 1984, no nº 11, ensina: “O Livro de Jó não abala as bases da ordem moral transcendente, fundada sobre a justiça, como são propostas em toda a Revelação, na Antiga e na Nova Aliança. Contudo este Livro demonstra ao mesmo tempo, com toda a firmeza, que os princípios desta ordem não podem ser aplicados de maneira exclusiva e superficial. Se é verdade que o sofrimento tem um sentido como castigo, quando ligado à culpa, já não é verdade que todo o sofrimento seja conseqüência da culpa e tenha caráter de castigo. A figura do justo Job é disso prova convincente no Antigo Testamento. A revelação, palavra do próprio Deus, põe o problema do sofrimento do homem inocente com toda a clareza: o sofrimento sem culpa. (...) O Livro de Jó não é a última palavra da Revelação sobre este tema” (grifos nossos).
Também em outro Documento (Incarnationis Mysterium, de 1998), João Paulo II, ao refletir sobre o necessário – ainda que difícil – ato de purificação da memória requerido da parte da Igreja em função das faltas cometidas por quantos detiveram e detêm o nome de cristãos, ensina: “A história da Igreja é uma história de santidade(...) No entanto, é forçoso reconhecer que a história registra também numerosos episódios que constituem um contra-testemunho para o cristianismo. Por causa daquele vínculo que nos une uns aos outros dentro do Corpo místico, todos nós, embora não tendo responsabilidade pessoal por isso e sem nos substituirmos ao juízo de Deus – o único que conhece os corações –, carregamos o peso dos erros e culpas de quem nos precedeu. Mas, também nós, filhos da Igreja, pecamos, tendo impedido à Esposa de Cristo de resplandecer em toda a beleza de seu rosto. O nosso pecado estorvou a ação do Espírito no coração de muitas pessoas. A nossa pouca fé fez cair na indiferença e afastou muitos de um autêntico encontro com Cristo”.
4. M.N: Esse livrete a que você se refere, e o livro “Orações Selecionadas por Cura, Libertação e Intercessão”” – que traz diversas orações nessa linha, tem a aprovação da Igreja?
R.R: Sim, e isso é importante de se ressaltar. Tanto o livrete “Oração de poder pelo fogo” como o livro “Orações Selecionadas por Cura, Libertação e Intercessão” foram publicados com a devida APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA; com o “Nihil Obstat” do Censor do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Sorocaba, Pe. João Carlos Orsi, e com o Imprimatur do Arcebispo Matropolitano da Arquidiocese de Sorocaba, Dom José Lambert.
5. M.N: Alguns formadores da RCC, como o sr. Tácito Coutinho (“Tatá”), tem se posicionado contra essa prática de Oração por Cura entre gerações. (Temos inclusive o CD de uma palestra onde ele se posiciona contra as Apostilas do Ministério e outros materiais). Isso não pode gerar uma situação conflitiva nessa área de formação?
R.R: Não sei como é que as coisas relativas a esse assunto tem chegado até ele, e nem fundamentado em que ele está assim se posicionando. Mas é uma pessoa a quem muito admiro – especialmente pela sua cultura teológico-pastoral –, e creio que suas reflexões a respeito vão ajudar a RCC a, cada vez mais, buscar o caminho adequado para orientar o povo que o Senhor lhe confiar. Discordar não é proibido. Importante é nos mantermos todos abertos ao que o Senhor for confirmando, ou não. É assim que se “faz teologia”. É assim que se purificam as conceituações. “A leitura dos sinais dos tempos à luz do Evangelho (ver Gaudium et Spes, 1) incluirá necessariamente um processo contínuo de reflexão teológica sobre a cura e seu lugar na vida cristã” (Comissão Doutrinal do ICCRS, o Escritório Internacional da RCC, no livro “Diretrizes para a Oração de Cura”, p. 16). 6. M.N: Ele tem citado os ensinamentos de um pastor protestante como fundamento de suas justificativas contrárias a essa prática...
R.R: Por certo ele deve ter, além desse, também outros fundamentos, outros “estudos de caso”. Não creio que ele estaria se baseando só nos argumentos de um pastor protestante (que não conheço e nem sei quais são os argumentos). Se assim fosse, poderíamos conjecturar: a. Esse pastor por certo não acredita na presença real de Jesus na Eucaristia. Devemos também nós nos alinharmos ao pastor nessa posição?; b. Esse pastor não deve também aceitar a posição da fé católica que afirma que Maria é mãe de Deus. E daí? Deve o Tatá mudar o nome de sua Comunidade (“Theotokos”)?
Ademais, tanto o livrete “Oração de Poder pelo fogo” como as “Apostilas de Formação” (3) do Ministério de Oração para pedir a Cura e a Libertação – em cujo nº 3 se encontram as explicações sobre essa prática – foram publicadas quando ele (o Tatá) era o Coordenador da Comissão Nacional e da Comissão de Formação da RCC. É até possível que ele tenha se convencido de aplicar nova abordagem em relação ao assunto, mas todo esse material foi por ele aprovado. (Aliás, essas Apostilas estão sendo reeditadas pela Editora RCC BRASIL, no momento).
7. M.N: A RCC está se dedicando ao estudo dessa questão, atualmente?
R.R: No Brasil, não. Mas a nível mundial, a Igreja está refletindo sobre isso. No ano 2001, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou líderes desse ministério na RCC de todo o mundo para um Colóquio Internacional sobre Orações de Cura, que teve lugar em Roma, reunindo representantes do Vaticano, teólogos e pessoas experientes nesse ministério. Do Brasil foram convidados o Pe. Antonello Cadeddu, nosso diretor espiritual; Reinalda Delgado dos Reis, que na ocasião era a coordenadora nacional do Ministério, e o Moisés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom.
Do Colóquio, participaram, entre outros, como palestrantes ou ponentes: Cardeal James Francis Stafford (então, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos); Dom Tarcísio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé; Allan Panozza, Presidente do ICCRS; José Prado Flores, Pe. Rufus Pereira, Pe. Daniel Ange, Frei Albert Vanhoye, sj, Frei Raniero Cantalamessa, Ir. Briege Mckenna, Dr. Philippe Madre, Mr. Jean Pliya, membro do ICCRS representando a África francófona; o bispo Sam Jacobs, o bispo Francesco Pio Tamburrina (Secretário responsável no Vaticano pela Disciplina dos Sacramentos); Mr. Charles Whitehead (ex-presidente do ICCRS); o bispo Anglicano Grahan Dow; Patty Mansfield (pioneira da RCC, de Duquesne), o professor Francis Mc Nutt (pioneiro do ministério na RCC) e Dom Albert de Monleon...
Frei Raniero Cantalamessa (assim como Jean Pliya) falou, ao abordar o tema da cura interior e suas conseqüências, sobre a herança genética negativa com necessidade de cura da árvore genealógica (ressaltando sempre a novidade de tal abordagem que por isso mesmo exige um progressivo trabalho de fundamentação teológica e de confirmação pastoral profunda).
O Cardeal Stafford agradeceu profundamente à RCC pela partilha durante o Colóquio, e testemunhou que “aprendeu muito sobre o que a Renovação Carismática tem como visão, não somente com relação à Cura e Libertação, mas também com relação ao seu papel na Igreja, especialmente de evangelização”.
Disse também: “Neste século XXI, sobretudo nestes primeiros momentos, temos que reconhecer que a Oração por Cura é um novo fenômeno na nova Igreja contemporânea, e levaremos ainda muito tempo para que vocês, como Movimento, nos ajudem, a nós, Igreja Hierárquica Institucional, a compreendermos melhor o que vem acontecendo”.
A partir dos frutos desse Colóquio, a Comissão Doutrinal do ICCRS (o Escritório Internacional da RCC, em Roma), elaborou um livro com uma série de diretrizes para Orações de Cura – diretrizes essas (conforme consta à página 9 do mesmo) que foram aprovados pela Congregação da Doutrina da Fé.
No capítulo III do Livro – Aspectos e Diretrizes Pastorais, o item I trata de “Tipos de Cura”. (vou elencar os tipos de cura constantes do livro, colocando apenas o nome, mas copiando o texto todo quando se tratar do assunto aqui discutido): · Cura física · Cura psicológica · Cura espiritual · Exorcismo e Libertação
· Cura de memórias: conforme mencionado acima, este conceito foi salientado Por João Paulo II em seu ensinamento referente ao Ano do Grande Jubileu. “Esta purificação objetiva libertar a consciência pessoal e comunitária de todas as formas de ressentimento e violência que são um legado de falhas passadas”. (Incarnationis Mysterium, 1998). A importância deste conceito é que estende o ministério de cura para além das feridas individuais, ou seja, também para as feridas sofridas por todos os povos e sociedades pelos males do passado.
· Cura entre gerações: esta forma de cura envolve a cura das feridas e distúrbios herdados de nossos antepassados, algumas vezes chamada de cura da árvore genealógica. (Esta forma de oração de cura é mencionada por Jean Pliya em Prayer for Healing, p. 262.)
· Cura da Terra.
Este livro foi lançado em Roma a 25 de janeiro de 2007; à página 6, diz o livro:
“O esboço original destas diretrizes foi escrito pela Dra. Mary Healy e pelo Monsenhor Peter Hocken e então enviado para vinte e dois anciãos reconhecidos da Renovação Carismática Católica com experiência neste ministério. Comentários construtivos foram recebidos do Pe. Francis Martin; Pe. Richard McAlear; O.M.I.; Pe. Robert Faricy, S.J.; Pe. Benedict Heron, O.S.B.; Dr. Francis MacNutt; Dr. Bob Schuchts; Pe. Francis Sullivan, S.J.; e Linda Schuber. Em nome do ICCRS, agradeço sinceramente aqueles que folhearam estas diretrizes e que nos deram seus comentários e sugestões”.
Consta ainda, nessa mesma página, que essas diretrizes devem então ser distribuídas aos coordenadores de grupos de oração de todo o mundo como ajuda na formação e exercício desse ministério.
No Prefácio do livro , Michelle Moran – atual presidente do ICCRS –, comenta: Estas diretrizes foram escritas, não apenas a partir de uma perspectiva teológica, mas também por pessoas ativamente engajadas no ministério de cura. Elas, portanto, contém tanto aspectos teológicos como pastorais. “(...) É minha esperança que este livreto possa ser um recurso útil aos líderes da Renovação Carismática e a todos aqueles, que na Igreja, estão envolvidos no ministério de cura.
Nota: Esse livro (“Diretrizes para Orações de Cura” – Pela Comissão Doutrinal do ICCRS) acaba de ser lançado em português pela Editora RCC BRASIL, a Editora do Conselho Nacional da RCC, (www.rccshop.com.br, e
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; fone: (51) 3286-5123).
8. M.N: Esse “Colóquio sobre Carismas”, a acontecer em Roma, no mês de Abril vindouro, tratará desse assunto?
R.R: Participei, quando ainda era membro do ICCRS, da reunião que discerniu o conteúdo desse Colóquio. Estava presente o (hoje!) Cardeal Rilko, Presidente do Pontifício Conselho pra os Leigos, que disse: “Eu, pessoalmente, gostaria que se colocasse na pauta de discussões 2 temas: Repouso no Espírito, e Cura entre gerações, para que, quem sabe, pudéssemos avançar nesses terrenos...”
Vendo o Programa final que me enviaram (fui convidado a participar do Colóquio, embora não seja mais membro do Conselho Internacional), notei que está prevista uma intervenção do sr. Jean Pliya (da África de fala francesa), uma das maiores autoridades nesse ministério no momento. O título de sua colocação será: “Healing and the care of Souls” (“A cura e o cuidado das almas” – numa livre tradução). Creio que ele abordará a questão das “gerações”, como o fez no Colóquio de 2001.
9. M.N: E o “repouso no Espírito”? Tem fundamentação?
R.R: Também é “matéria nova” no contexto teológico-pastoral. Muitos também não a aceitam. A fundamentação ainda é incipiente, e o risco de se confundir tal fenômeno com outras experiências não necessariamente cristãs são grandes. Mas me parece que quando usado com critério e espírito de fé e muito amor pelos irmãos, os resultados são muito edificantes, positivos. Vejo isso no trabalho de Pe. Antonello (que escreveu um livro sobre o assunto, com apresentação de Dom Alberto Taveira), e no trabalho de Pe. Isacc Isaías Valle – que está escrevendo seu 26º livro sobre aspectos da fé carismática, e que no momento é o diretor espiritual da RCC na Arquidiocese de Sorocaba.
Escrevi alguma coisa sobre esse tema a pedido de Dom Alberto, que apresentou – com seus comentários – à Comissão Episcopal de Doutrina, na CNBB, e a coisa transitou por lá sem grandes conflitos.
As pessoas gostam que se apresente “fundamentação bíblica” para os procedimentos. Mas – por exemplo –, oração em línguas e batismo no Espírito, gozam da possibilidade de uma boa fundamentação bíblica. No entanto, nem por isso são sobejamente aceitos por todos, na Igreja. Há que se considerar, também, que o Espírito Santo é “novidadeiro”, como dava a entender João Paulo II na Exortação Apostólica Christifidelis Laici, n. 24.
10. M.N: Há alguma literatura que você poderia indicar, sobre a questão da “Cura entre gerações”, para que o povo possa refletir adequadamente, e diminuir suas dúvidas sobre o assunto?
R.R: Como dizia o Cardeal Stafford, isso tudo ainda é muito novo no contexto histórico desses últimos tempos da Igreja. O livro sobre as “Diretrizes”, na página 26 diz: “Considerando que o ministério de cura na Renovação Carismática Católica é uma redescoberta de tesouros antigos, sem qualquer paralelo preciso na história moderna da Igreja, novas indagações tem surgido, tanto para aqueles que exercem esse ministério como para as autoridades responsáveis pelo discernimento e ordem da vida da Igreja. Assim sendo, não é razoável esperar um discernimento instantâneo e uma solução imediata para todas as dificuldades e problemas.”
Mas, eu recomendaria: 1. A Apostila nº 3 do Ministério de Cura e Libertação da RCC, intitulada “A batalha é do Senhor”, de Reinalda Delgado dos Reis. (especialmente o tema 6).
2. “Como rezar pela cura entre gerações”, do Pe. Alberto Gambarini, Editora Ágape (onde ele esclarece que “a Oração por Cura entre Gerações não é espiritismo, nem necromancia, nem muito menos terapia das vidas passadas, mas ela se apóia na comprovação da própria Ciência sobre a transmissão da carga hereditária” – comprovação esta aliás, também defendida pela teóloga Profª Dra. Eva Aparecida R. de Moraes, da Puc, do Rio de Janeiro, que a convite do Tatá pregou em nosso último Simpósio Teológico-Pastoral da RCC, em São Paulo).
3. “Cura da dor mais profunda”, do Pe. Matthew Linn, Editora Verus, que explica no livro que “a razão pela qual as ações condenáveis de nossos antepassados podem continuar a nos afetar até a sétima geração não é porque Deus pune descendentes inocentes; mais precisamente, é porque tendemos a repetir qualquer coisa que não perdoamos. Se nossos pais foram excessivamente possessivos ou negligentes, eles e seus antepassados que os educaram precisam ser compreendidos, perdoados e justificados; caso contrário, nossa reação a seus erros precisará do perdão de nossos filhos – ou mesmo de sete gerações de filhos”.
4. “Cura entre gerações”, do Pe. Robert De Grandis, Edições Louva-a-Deus, onde ele nos esclarece que, ...”falamos da cura dos vivos através de orações pelos mortos. Referimo-nos a cura de fraquezas herdadas, heranças negativas psicológicas, físicas e espirituais, que passaram geneticamente à linha de família. Estamos falando da cura de certos problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais que não têm tratamento. Falamos de “tudo o que há em nós para bendizer” (Sl 103,1), mediante o perdão, na esperança de assim mudarmos o padrão das futuras gerações”.
5. O livro da Comissão Doutrinal do ICCRS, já comentado (“Diretrizes para Orações de Cura”), da Editora RCC-BRASIL. (Lançamento); (www.rccshop.com.br, e
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; fone: (51) 3286-5123)
6. O livro “Prayer for Healing: Internacional Colloquium” – Roma, ICCRS, 2003 – Por ora, só disponível em inglês (contém as Atas do Colóquio Internacional de 2001, sobre o assunto).
7. E o que creio eu ser o mais completo sobre o assunto (mas, infelizmente, também só disponível em inglês): “Healing Your Family Tree”, do Reverendo Claretiano John H. Hampsch, da Queenship Publishing Company, 323 páginas, P.O. Box 220, Goleta, CA 93116; 1986. Entre muitos outros interessantes temas, o Rev. Hampsch (reitor de seminário, professor universitário, editor, listado na famosa Who’s Who in Religion in América) discorre sobre questões como: “Estou seguro de que doenças nem sempre são uma punição por pecado, pessoal ou ancestral. Que outras razões poderiam existir para as doenças?”; “De modo preciso, como pode o pecado ser transmitido entre gerações?”
11. M.N: Nosso Boletim muito agradece sua atenção e sua paciência, e convida-o a estar conosco em outras oportunidades. Pedimos que, em suas despedidas, nos deixe também sua mensagem.
R.R: Sabemos todos muito bem que o traço distintivo de todo e qualquer carisma é a sua capacidade de edificação do Corpo Místico, na caridade. O melhor termômetro para nós todos, pois, nesses assuntos ainda em vias de serena definição, de adequada conceituação, é a constatação da presença de reconhecidos, abundantes e permanentes frutos na vida dos envolvidos.
Acredito que não poucos poderão testemunhar a respeito da libertação, da mudança real de suas vidas a partir da experiência dessa oração de cura.
Em matéria de fé, as teorias não precisam ser julgadas em termos de verdadeiras ou falsas, mas demonstrarem se são férteis ou estéreis. Se esta proposta, este entendimento sobre a eficácia de oração por cura entre gerações for da vontade de Deus, ninguém conseguirá deter seu curso. Caso contrário, ninguém conseguirá leva-la adiante...
Fonte: Boletim Eletrônico “MARANATHÁ NEWS” |