Administração
| Carta aos Coordenadores do Ministério das Artes |
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| Tuesday, 09 October 2007 16:43 |
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Aos irmãos artistas de todo estado de São Paulo, Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus Cristo.
Para onde olhamos? Por isso, para onde estamos olhando? Onde buscamos a nossa inspiração? Quando vamos apresentar ao povo a nossa arte, devemos ter consciência que estamos dando de beber ao povo tudo o que temos dentro de nós, tudo o que foi e da forma que foi inspirado. Temos aí uma responsabilidade acima do que estamos acostumados a entender, por que somos chamados a oferecer um conteúdo rico em santidade e pureza divina, e não somente coisas belas, mas uma beleza divina, que só Deus tem pra nos dar, só Deus é a fonte dessa tal beleza. Seja qual for a sua expressão artística, ela está carregada daquilo que você tem na sua alma, não adianta encenar o amor se estamos vivendo o ódio, não adianta viver um personagem santo, e quando descer do palco voltar à vida de pecado. A nossa busca não deve estar somente focada em passos novos, em cenários novos, ou em arranjos novos... Enfim... Devemos buscar no coração do nosso Senhor, toda a nossa inspiração, Ele é o segredo para a nossa arte, Ele é a novidade, Ele é a boa nova, só Ele, nada mais que Ele. Sabe o que me intriga? É quando olho para trás e vejo quantas pessoas já passaram por aqui, onde nós estamos, e até mesmo nos ensinaram tantas coisas e hoje não estão mais conosco, não quiseram mais continuar, tudo bem... Cada um com os seus motivos, mas será que não foi por uma falta de visão inspirada pelo Espírito? Por que muitos de nós caímos na tentação de olharmos aquilo que queremos ver, aquilo que nos interessa, o que nos convém, ou o que está na moda, nas paradas de sucesso. Isso se chama “egoísmo”, a virtude dos passos que damos nos nossos ministérios está em fazer a vontade de Deus, portanto, pra sabermos que Deus quer de nós, temos que abrir os olhos para as novidades do Espírito. E nós temos uma certa “vantagem” dos outros servos, com todo o respeito. Temos uma facilidade enorme para a contemplação, conseguimos captar as coisas em detalhes. Muitos olham e não percebem. O artista é assim, contemplativo por natureza, alguns olham para o tempo nublado e começam a murmurar, mas, o artista olha e se inspira em tantas coisas, aí nasce canções, poesias, até mesmo textos para teatro, isso porque está nublado, imagina então quando olhamos para o por do sol? O desafio está em sermos contemplativos no lugar perfeito, ideal para quem é artista de Deus. Usarmos a criação de Deus como objeto de inspiração já tem um valor espiritual riquíssimo, e se formos diretamente na fonte? O Espírito Santo é a fonte, ele nos indica alguns lugares onde devemos fixar os olhos para qualquer intenção de inspiração para o nosso ministério. Ele abrange, amplia a nossa visão. Nos leva a lugares e a situações que nos proporcionam experiências extraordinárias, como: A Cruz de nosso Sr Jesus Cristo, o santo Sacrário, a Majestosa Eucaristia, a nossa mãe Maria Santíssima, a vida dos nossos amados santos de nossa igreja, enfim, a nossa igreja é fonte de inspiração. Deixemos que essas indicações do Espírito se tornem prioridades em nossos momentos de criação. Deus na criação tinha a terra sem forma e vazia e o espírito pairava sobre as águas(gen 1, 2) quando criou o homem tomou o barro e deu forma, mas só veio a vida quando soprou nele o “sopro da vida” que é o espírito, e o homem passou a ter vida. Só a forma, só a beleza não tem sentido, o que dá sentido a criação é o “Sopro da vida” é o mover do Espírito, é a ação do criador. Portanto o que fizermos, pode ter a qualidade que for, pode ter as maiores proporções, pode ter as mais lindas e corretas harmonias, mas se não tiver o “sopro da vida” vai ser simplesmente um formato belo, mas só barro. Com o Espírito, tem vida, sem o Espírito só chama a atenção e não provoca nada em ninguém. Peçamos ao Espírito Santo que primeiramente nos abra os olhos, que tire de nós as escamas que nos cegam, e depois nos indique qual a direção que devemos olhar. Onde nos inspirar. Porque preciso lembrar-vos mais uma vez, que não somos simplesmente artistas, mas, “Artistas de Deus”. Deus é o centro. |




